Meu Deus, “nada sou, mas pertenço a Ti”.
Esta é a hora,
a última hora da minha vida!
Fica comigo, Senhor.
Não me deixes sozinho!
A morte está batendo à minha porta.
Quero ter a coragem das boas vindas!

Sinto que ela já está tomando a minha mão.
Faze-me sentir tua presença!
Ela está me convidando para as últimas despedidas.
Agradeço pela vida, sem tremer a voz!
Umas últimas lágrimas estão embaçando meu olhar.
Rogo-te, ó bom Jesus, enxuga meu pranto!
A mão fria da morte começa a fechar os meus olhos.
Que eu, ao abri-los, só possa, encantado, ver o teu rosto!
Meu coração está batendo fraquinho.
Perdão, ó Deus, pelas vezes em que ele não bateu por Ti!

Ao entregar as chaves de minha casa,
abre-me, com tua cruz, a porta de teu Reino!
Quando tudo tiver passado,
que eu ainda acredite em tuas promessas que não passam!
Neste instante, a morte está me dizendo:
“Chega, Padre Joaquim! Vamos!”
Convida-me tu, Senhor da vida e da morte:
“Vem, meu filho! Não tenhas medo!
Sê bem-vindo! Podes entrar! A casa é tua!”

Amém.

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