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Rezar é sempre uma forma personalíssima
de ser (religioso). Todos podemos ser pessoas de oração,
mas minha mãe rezava de um jeito, meu pai de
outro e cada pessoa é irrepetível quando
se coloca de joelhos em oração.
Assim como dizia o pobre mas lúcido Benedito,
ao ser interpelado sobre o que fazia, de joelhos, diante
do Sacrário: "Não estou fazendo nada,
estou apenas olhando para Deus e Ele, olhando para mim",
assim também gostaria que estas orações
servissem apenas para fazer as pessoas olharem um pouco
mais para Deus e se sentirem mais olhadas por Ele. Tudo
o mais é faina de escritor, inevitável
ascese de quem já está entrando nos 60
anos e gostoso e arriscado jeito de estender as asas
para se encontrar com os outros.
Que este encontro seja bom para todos.
Frei Neylor J. Tonin
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