O ser humano sadio é naturalmente contemplativo.
Contempla o céu, a vida e seu próprio
coração e se interroga.
Ao meditar, alimenta-se de porquês que buscam
respostas, tropeça em dúvidas para as
quais nem sempre encontra soluções.
As perguntas fazem parte de sua alma filosófica
e espiritual. Há mistérios grandes que
sua pequena cabeça não abarca, mesmo quando
sua fé o coloca de joelhos, em submissa adoração.
A religião é fecunda de sombras e perguntas.
Quanto mais o místico penetra no mistério,
mas a luz se faz trevas. Mas estas trevas podem ser
luminosas, quando o crente não descamba para
o raciocínio fácil e para a simplificação
enganosa de sua avidez intemperante.
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