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A pessoa humana, que é tão rica, é também
tão pobre.
Com um coração cheio de asas e sonhos, tem frágeis
pés de barro.
Quanto mais olha para o céu, mais sente o peso de seu nada.
Esta experiência, quando não se perde no desespero nem se
atola na apatia dum imobilismo espiritual, pode abrir a pessoa para a
fecundidade da graça da oração.
A pessoa então reza e pede, em sua impotência, a um Deus
que é todo-poderoso em suas promessas de salvação.
A oração de petição não deslustra
nem cobre de desdouro o orante. Ao contrário, confere-lhe identidade
religiosa como grito de aflição e pode representar o profundo
ato de uma fé confiante e feliz.
Pedir não é nem vergonhoso nem degradante.
Trágico seria viver fechado sobre as próprias dúvidas
e necessidades.
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