|
Costumava o Rabino Baruch de Chuzaq passear pela praça do mercado
de Lapet. Aconteceu, certo dia, encontrar por lá o profeta Elias,
ao qual perguntou:
- Quantas destas pessoas irão para o céu?
- Nenhuma, respondeu o profeta.
Pouco mais tarde, apareceram na praça dois homens e Elias, chamando
o rabino, lhe garantiu:
- Estes dois irão.
O Rabino lhes perguntou qual era sua profissão. Responderam:
- Somos palhaços. Quando encontramos alguém triste, procuramos
alegrá-lo, e quando encontramos dois que brigam, procuramos levá-los
à reconciliação.
Não será exatamente este o espírito que tornou
universal a oração atribuída a São Francisco
de Assis? "Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz: onde houver
ódio, que eu leve o amor; onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
onde houver discórdia, que eu leve a união; onde houver
dúvidas, que eu leve a fé; onde houver erros, que eu leve
a verdade; onde houver desespero, que eu leve a esperança; onde
houver tristeza, que eu leve a alegria; onde houver trevas, que eu leve
a luz".
|