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Madre Teresa de Calcutá, a santa freira croata que dedicou sua
vida a cuidar dos moribundos e do lixo humano da sociedade, estava sendo
entrevistada por um repórter da televisão alemã que,
a certo momento, agrediu, sem cerimônias, suas convicções:
- Tudo bem, a senhora ama os pobres, todo mundo sabe. Mas, o que me diz
da riqueza do Vaticano, em particular, e de sua Igreja, em geral?
A reação da Madre Teresa foi terna e firme, ao mesmo tempo.
Encarando, imperturbável, seu interlocutor, disse-lhe:
- O senhor não é feliz! Algo o está machucando. O
senhor não tem paz!
Colhido de surpresa, o repórter ficou perplexo, sem reação,
e ela continuou:
- O senhor deveria ter mais fé.
- Mais fé? - ecoou o repórter. Mas eu não tenho fé.
- O senhor precisa rezar, aconselhou a santa.
- Mas eu não sei rezar, desculpou-se o repórter.
- Então, eu rezarei pelo senhor. Mas, enquanto não conseguir
rezar, procure ao menos sorrir para os outros. O sorriso é como
um toque: comunica algo da existência de Deus às pessoas.
Ah, se este repórter compreendesse que a Igreja não
é, em definitivo, santa por seus santos, mas pela santidade de
seu Deus! Ah, e se nós, religiosos, compreendêssemos que,
para o mundo, mais importa que a santidade não seja carrancuda
e que a Igreja não se faça uma fortaleza refratária
aos pecados próprios e da humanidade! Quem não puder ainda
oferecer aos outros os frutos maduros da santidade de Deus, que, ao
menos, ofereça a doçura de um sorriso, para aliviar o
desespero de quem sofre e a dureza de quem não compreende.
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