Frei Neylor Jose Tonin -  Psicologia e Espiritualidade
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Eu amo Olga - Frei Neylor J. Tonin
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43. Obediência de camelo  

Era uma vez um abastado comerciante árabe, que viajava com seus escravos, numa caravana de 20 camelos. Certa noite, quando chegou a hora de amarrar os camelos à estaca, perceberam os escravos que faltava uma: só havia 19. Foram perguntar ao patrão como deveriam proceder.
- Ao chegarem ao vigésimo camelo, simulai, instruiu ele aos escravos, que estais cravando uma estaca no solo.
E explicou-lhes:
- Como o camelo é um animal estúpido, acreditará que está sendo amarrado.
Efetivamente, assim o fizeram e foram todos dormir. Na manhã seguinte, todos os camelos estavam em seu posto, inclusive o vigésimo, parado junto à estaca imaginária. Quietinho, bem comportado. Desatados para prosseguirem a viagem, todos os camelos se moveram, menos o último, que continuava parado, como se estivesse ainda amarrado. Ordenou, então, o comerciante:
- Simulai que estais tirando a corda da estaca, pois o imbecil se julga amarrado.
Assim fizeram os escravos e o camelo se levantou e, obedientemente, prosseguiu a viagem com os companheiros.

Poderíamos rezar: Dai-nos, Senhor, a obediência deste camelo para não nos perdermos, sozinhos, pelos desertos da vida, mas sermos fiéis a nossos companheiros. Ou, ainda, meditar sobre as estacas imaginárias que nos amarram. Quais são elas? Vale a pena continuarmos amarrado, ou seria melhor fugirmos durante a noite, enquanto os outros dormem? Que Deus nos dê a sabedoria desta decisão e, se for o caso, a conseqüente coragem para a aventura.


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