Frei Neylor Jose Tonin -  Psicologia e Espiritualidade
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Eu amo Olga - Frei Neylor J. Tonin
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46. Solta o galho!  

Escutei, quando jovem, uma história que, mais tarde, vim a descobrir tratar-se de uma corruptela duma fábula japonesa. A história corrompida é a seguinte:

Certa pessoa acabou, não sei por que cargas d'água, dependurada no galho de um arbusto que, providencialmente, crescia à meia altura de um alto barranco. Não tinha como galgá-lo, até porque, acima, o espreitava um feroz tigre.

Olhando para baixo, o precipício era mortal, pois seu fundo estava coalhado de cobras venenosíssimas. Em tal situação, a pessoa se lembrou de Deus e rezou:

- Ajuda-me, Senhor!

E ouviu, diz a história, uma voz que ecoou no abismo:

- Está bem, meu filho, Eu te ajudo, mas primeiro larga o galho!

"Largar o galho", os nossos galhos, não é tarefa fácil. Normalmente, preferimos galhos com seguranças relativas à certeza absoluta que a fé garante. Conseqüentemente, que autenticidade, em tais circunstâncias, têm as orações que as pessoas fazem? Quando apelam para Deus, fazem-no levadas pela fé, que acredita, de fato, ou pelos medos, que as assustam, e muito? Não deveriam, como os discípulos, pedir todos os dias: "Aumentai, Senhor, nossa fé"? E, a partir daí, viver mais soltas, largando os galhos, sem medo dos tigres e cobras que lhes povoam os barrancos e precipícios?


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