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O pudor é uma qualidade pouca apreciada em nosso tempo. Não se trata de um pudor que é irmão-gêmeo de uma vergonha repressiva e inibidora, e que tem fortes componentes de medo de rejeição. Não! O verdadeiro pudor se alicerça sobre um espírito maduro que se faz respeitoso e que preserva a pessoa diante da facilidade de se amesquinhar pela vulgaridade. Este pudor espiritual é irmão-gêmeo da modéstia, é sensível e autêntico, não enfraquecendo na pessoa sua dignidade e pureza.